Carvedilol é um agente bloqueador beta-adrenérgico não seletivo, com atividade bloqueadora alfa-1 adrenérgica. Sua nomenclatura química é (±)-1-(Carb... Continuar lendo

Categoria Anti-hipertensivo

Administração
Uso Oral
Controlado
Não
Indicação
Carvedilol é um agente bloqueador beta-adrenérgico não seletivo, com atividade bloqueadora alfa-1 adrenérgica. Sua nomenclatura química é (±)-1-(Carbazol-4-iloxi)-3-[[(2-(o- metoxifenoxi) etil] amino]-2-propanol. Suas principais aplicações consistem em:

Insuficiência Cardíaca Congestiva: É indicado no tratamento da insuficiência cardíaca leve ou moderada (classe II ou III NYHA) de origem isquêmica ou miocárdica, em associação com digital, diuréticos ou inibidores da ECA, para retardar a progressão da doença ou para auxiliar no ajuste de outras medicações. Pode ser usado em pacientes que não toleram inibidores da ECA, bem como em pacientes que estejam ou não recebendo digital, hidralazina ou nitratos.

Hipertensão: É indicado para o tratamento da hipertensão essencial ou primária podendo ser usado como monoterapia ou associado a outros agentes anti-hipertensivos, especialmente diuréticos do tipo tiazídicos.
Posologia
Insuficiência Cardíaca Congestiva: A DOSE DEVE SER INDIVIDUALIZADA E MONITORIZADA DURANTE SEU INCREMENTO OU AJUSTE. Antes de iniciar o tratamento, estabilize a dosagem de digital, diuréticos e inibidores da ECA (se utilizados). A dose inicial recomendada é de 3,125 mg duas vezes ao dia por 2 semanas. Se esta dose for tolerada, deverá então ser dobrada a cada duas semanas até a concentração mais alta tolerada pelo paciente ou à critério médico. A dose máxima recomendada é de 25 mg duas vezes ao dia para pacientes com peso corporal menor que 85 kg e 50 mg duas vezes ao dia para aqueles que pesarem mais de 85 Kg, ou a critério médico. Uma piora transitória da insuficiência cardíaca pode ser tratada com um aumento da dose de diurético, embora ocasionalmente seja necessária uma redução da dose decarvedilol ou sua descontinuação temporária. Sintomas de vasodilatação muitas vezes respondem a uma redução na dose de diuréticos ou inibidores da ECA.

Hipertensão: A DOSE DEVE SER INDIVIDUALIZADA. A dose inicial recomendada é de 6,25mg duas vezes ao dia por 1 a 2 semanas. Se esta dose for tolerada poderá ser aumentada, se necessário, para 12,5mg duas vezes ao dia e dobrada a cada 1 a 2 semanas, ou à critério médico. O efeito anti-hipertensivo completo é observado no período de 1 a 2 semanas. A dose diária máxima recomendada é de 50mg.
Restrições
Uso Adulto
Interações Medicamentosas
Agentes depletores de catecolaminas: observar quanto a sinais de hipotensão e/ou bradicardia severa.
Clonidina: pode haver potencialização dos efeitos sobre a pressão arterial e freqüência cardíaca. Quando tratamento concomitante com beta-bloqueadores e clonidina estiver sendo terminado, o beta-bloqueador deve ser descontinuado antes, com posterior redução gradual da dosagem da clonidina até interrupção total.
Digoxina: as concentrações de digoxina estão aumentadas em cerca de 15% quando é associada ao carvedilol. Portanto, monitorização mais rigorosa da digoxina é recomendada quando do início, ajuste ou descontinuação do carvedilol. Indutores do metabolismo hepático: a rifampicina reduz a concentração plasmática do carvedilol em cerca de 70%. A cimetidina aumenta a AUC em aproximadamente 30% mas não causa nenhuma alteração no Cmax.
Bloqueadores do canal de calcio: casos isolados de distúrbios de condução (raramente com comprometimento hemodinâmico) foram observados quando carvedilol foi associado ao diltiazem. Da mesma forma que com outros beta-bloqueadores, se for associado com bloqueadores de canais de cálcio como verapamil ou diltiazem, é recomendado monitorização da pressão arterial e do ECG.
Insulina e hipoglicemiantes orais: agentes beta-bloqueadores podem aumentar o efeito da insulina e hipoglicemiantes orais. Portanto, em pacientes que utilizam insulina ou hipoglicemiantes orais, é recomendado monitorização regular da glicose sanguínea.
Reações Adversas
Informar seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como: tontura, dores de cabeça, cansaço, náusea e redução dos batimentos cardíacos. Pode ocorrer uma diminuição do lacrimejamento nos usuários de lentes de contato. Essas reações costumam ser passageiras e ocorrem no início do tratamento.
Contraindicação
Contra-indicado para pacientes com hipersensibilidade ao produto. Não deve ser utilizado por pacientes com insuficiência cardíaca descompensada classe IV (NYHA), asma brônquica ou condições broncoespásticas relacionadas, bloqueios cardíacos, bradicardia e doença hepática. Não deve ser usado durante a gravidez e lactação.
Tipo de Receita
Receita Simples (branca, 1 via)
Sugestão de fórmula manipulada
Comprimido

Observações
Foto de Leticia Saifert Picoli
Leticia Saifert Picoli
CRF: 21337
Farmacêutica, e Mestranda em Ciências Farmacêuticas - CRF/PR: 21337. Atuou como consultora na Manipulaê para monitorar e revisar a criação de conteúdo técnico. Farmacêutica Industrial, especialista em Farmacologia Clínica, MBA em Gestão Estratégia Farmacêutica pela FIA. Atuante nas áreas de Gestão de Produto, Marketing Institucional e Novos Negócios.