Veja dicas para incorporar a nutrição comportamental no dia a dia

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Durante muito tempo, a nutrição resumia-se a uma abordagem mais voltada a racionalidade e números dos alimentos: calorias, nutrientes e cálculos sempre foram o foco dos profissionais da área.  Essa abordagem traduzia-se nas inúmeras receitas de dietas, cheias de regras, com quantidades e restrições bem definidas.

Porém, recentemente este cenário se alterou. Hoje em dia, muitos nutricionistas estão dando cada vez mais espaço para a chamada nutrição comportamental, abordagem que que vem fazendo bastante sucesso e que está obrigando muitos profissionais a repensarem seus métodos.

Atualmente, já está bem claro que saber a quantidade de calorias que uma pessoa ingere diariamente, não é suficiente e nem é tão interessante saber esse número se a relação dela com a comida for ruim. Tudo isso porque o comportamento diante das refeições e os hábitos alimentares são tão importantes quanto os nutrientes que as pessoas comem.

Mas afinal, o que é a nutrição comportamental? De que forma ela funciona? Qual a importância para quem deseja ter uma vida alimentar mais saudável e quer perder peso? Neste post, explicamos em detalhes tudo isso e muito mais. Confira.

 

O que é nutrição comportamental?

Apesar de uma ampla quantidade de informações sobre alimentos e dietas, muitas pessoas continuam enxergando a comida como a grande inimiga da boa forma. E é exatamente aí que a nutrição comportamental entra na jogada, atuando no sentido de mudar esse pensamento e fazendo com que as pessoas sintam prazer e não culpa, em comer quando estiver no meio de uma dieta.

Esse método foca e considera principalmente os aspectos emocionais, fisiológicos e sociais da alimentação. A mudança do comportamento alimentar proposta pelo método envolve estratégias de aconselhamento nutricional, técnicas do comer intuitivo, terapia cognitivo-comportamental, entrevista motivacional e táticas para comer com atenção plena.

O objetivo principal é o autoconhecimento proporcionado ao paciente, o qual proporcionará um apoderamento da sua qualidade de vida e a forma com que se relaciona com os alimentos.

Quando as pessoas que aderem a nutrição comportamental conseguem absorver essa amplitude, fica muito mais simples para os profissionais, tratá-las, inclusive utilizando métodos que envolvem a fitoterapia. Inúmeras vezes o paciente apresenta vários sinais de desequilíbrios fisiológicos como má digestão, intoxicação hepática, ansiedade, perda de concentração, falta de memória, cansaço, exaustão. Mas quando ele está focado apenas no emagrecimento, todos esses sinais e sintomas são ignorados, tendo a perda de peso como única preocupação.

 

Fisioterapia na nutrição comportamental

Por conta do método não se basear em dietas, a melhor maneira de aplicar essa estratégia para ajudar os pacientes é por meio da orientação nutricional e da comunicação. A intenção é entender a relação que a pessoa tem com o alimento para estabelecer uma orientação que vá funcionar para ele.

Questionar ao paciente suas principais dificuldades, as experiências e o quão preparado ele está para alterar radicalmente sua relação com a comida, são excelentes maneiras de começar a entender como o paciente lida com a alimentação, as emoções e as diversas situações diárias.

Porém, quando o viés passa para sua qualidade de vida, suas prioridades alteram-se e neste momento profissionais da área podem utilizar métodos alternativos, como a fitoterapia. Por meio dela, é possível auxiliar o paciente em todo esse processo, prescrevendo de infusões fitoterápicas a extratos secos e podendo ajudá-los desde uma má digestão até episódios agudos de ansiedade e compulsão.

A fitoterapia tem ganhado cada vez mais espaço no mercado atualmente, pois além de ser uma ciência milenar, ela tem tido grandes avanços atualmente, diante de toda a tecnologia que os pacientes têm acesso hoje em dia.

 

Como acontece a perda de peso?

Como já explicado anteriormente, o foco principal da nutrição comportamental é retomar no paciente, o prazer em comer, tornando a relação com o alimento mais amigável e saudável, a perda de peso não é necessariamente tão imediata como ocorre com algumas dietas. Porém, isso está muito longe de significar que ela não existe.

Os números regredindo na balança semana após semana, são uma consequência direta do autoconhecimento que o paciente adquire ao longo do método. A pessoa passa a aprender a identificar suas emoções e a não buscar consolo nos alimentos, como acontece quando o estresse e a ansiedade tomam conta da rotina de alguém que está em busca da perda de peso. Essa atitude está diretamente ligada com a perda de peso, ou seja, ela é consequência de uma série de comportamentos que passam a tornar-se rotina quando o paciente adere a nutrição comportamental.

A primeira vista, isto pode parecer um ponto negativo, mas a permanência desses aprendizados pode ser a peça chave para conquistar os pacientes. Basta mostrar que não é preciso cortar nada da alimentação, apenas fazer escolhas certas nos momentos certos, respeitando as necessidades e as reações do corpo.  

 

Palavra do profissional

A nutricionista Lethycia Araújo Rodrigues declara que é adepta a usar várias técnicas da nutrição comportamental associadas ao uso de fitoterápicos e que é possível enxergar vantagens em todo esse processo. “Consigo a melhora da digestão de meu paciente muitas vezes apenas com infusões fitoterápicas”, declara.

A profissional cita produtos como a Guaçatonga (Casearia sylvestris), livre de prescrição para nutricionistas e que possui diversos flavonóides em sua composição, reconhecidos pela sua ação antioxidante, anti-inflamatória e ansiolítica. “Por conta destes compostos demonstrarem atuar sinergicamente, ligando-se aos receptores serotoninérgicos 5-HT7 no cérebro e inibindo competitivamente a ligação do [3H]-LSD. Tal interação se mostra valiosa, suavizando os sintomas da depressão, enxaqueca, dor, insônia e deterioração da memória”, afirma.

No entanto, é extremamente importante ressaltar que a fitoterapia é uma ciência, e por conta disso, seu conhecimento deve ser aplicado baseado em conhecimento científico e alegações clínicas e não de forma empírica, por esta razão é indicada a capacitação para a aplicação e uso destas técnicas no atendimento clínico.

E aí, o que você achou da nutrição comportamental? Acha que ela pode ser útil para atingir seu objetivo de perder peso? Consulte um profissional e experimente!


Leticia Saifert Picoli
27/02/2019
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Leticia Saifert Picoli
CRF: 21337
Farmacêutica, e Mestranda em Ciências Farmacêuticas - CRF/PR: 21337. Atuou como consultora na Manipulaê para monitorar e revisar a criação de conteúdo técnico. Farmacêutica Industrial, especialista em Farmacologia Clínica, MBA em Gestão Estratégia Farmacêutica pela FIA. Atuante nas áreas de Gestão de Produto, Marketing Institucional e Novos Negócios.

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