Hidroxicloroquina pode ajudar no combate ao Coronavírus?

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Desde que o início da pandemia, a principal preocupação das autoridades mundiais de saúde é a mesma: como combater o novo coronavírus? Em meio às discussões sobre o que poderia frear a doença que já matou milhares de pessoas no mundo, apareceu o nome de um medicamento que já é usado no tratamento contra a malária: hidroxicloroquina. Mas, afinal, o que já foi constatado sobre o medicamento e o que ainda não tem comprovação científica? É o que vamos abordar neste artigo. 

O que é a hidroxicloroquina?

A hidroxicloroquina foi desenvolvida na década de 40, visando substituir a cloroquina, que é a droga antigamente utilizada no tratamento da malária. A troca foi feita tendo em vista que um dos protozoários que causam a doença tropical se tornou resistente à cloroquina. Outro fator levado em consideração para a substituição é que a cloroquina não podia ser consumida em doses muito altas, caso contrário provocaria riscos à saúde. A hidroxicloroquina é menos tóxica, ou seja, os riscos são menores.

Para quais tratamentos a hidroxicloroquina é usada?

Além da malária, como citamos anteriormente, a hidroxicloroquina passou a ser usada no tratamento de algumas doenças crônicas. Segundo a Anvisa, pacientes com dois tipos de artrite, dois tipos de lúpus, e “afecções reumáticas e dermatológicas” em geral, têm boa resposta ao tratamento com a droga. 

Há estudos que comprovam eficácia da hidroxicloroquina?

A discussão sobre a hidroxicloroquina ganhou força após um grupo de pesquisadores da Universidade de Aix-Marseille, na França, divulgar um estudo clínico preliminar sobre o uso de hidroxicloroquina no combate ao Covid-19. Esses pesquisadores testaram em um grupo pequeno de pacientes de Marselha. A hidroxicloroquina chegou a apresentar efeitos positivos no combate. Apesar disso, os próprios pesquisadores admitiram que a amostra é muito pequena. 

 

 

Outro estudo, dessa vez feito por pesquisadores na China, foi publicado em março na revista Nature. Nesta pesquisa, os cientistas concluíram que a droga é eficiente na inibição do vírus, porém, a pesquisa não foi realizada diretamente com pacientes infectados, e sim com tecidos humanos isolados. 

Segundo o médico alergologista, Jorge Luiz, é fundamental que as pessoas não tenham esses estudos como base para buscar a droga nas farmácias. “Há um caminho a ser percorrido entre os testes feitos pelos pesquisadores e a oferta desse medicamento nas farmácias. As pessoas não devem buscar o tratamento por conta própria”, afirma.

O que diz a Anvisa sobre a hidroxicloroquina? 

É importante destacar que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou que não tem recomendação para uso de medicamentos que contém hidroxicloroquina e cloroquina no tratamento da Covid-19. As substâncias estão presentes em medicamentos contra a malária, reumatismo, inflamação nas articulações, lúpus, entre outros. Mas, não é indicada para o novo coronavírus.

Quais os riscos da  hidroxicloroquina? 

Vale ressaltar ainda que nem todos os pacientes reagem bem ao uso isolado da hidroxicloroquina. Conforme o diretor do Centro de Informações sobre Intoxicações e Medicamentos de Oklahoma, Scott Schaeffer, em hipótese alguma, deve ser permitido que crianças, ou até mesmo adultos, façam uso do remédio sem prescrição médica (assim como qualquer medicamento). Os efeitos colaterais ainda não estão claros, mas entre os possíveis estão: diarreia, tremores, problemas na visão e dores abdominais. 

Portanto, é importante esperar que mais testes sejam realizados, que a eficácia seja comprovada e certificada pelas autoridades de saúde, no nosso caso, pela Anvisa. Só a partir de um comunicado oficial, o Ministério da Saúde pode liberar o uso e fazer a distribuição correta do medicamento. A automedicação nunca deve ser feita.


Thiago Colosio da Silva
24/03/2020
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Thiago Colosio da Silva
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